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Blog de Ronaldo Nezo


Obrigado, caro leitor

 

Estou no Wordpress há dois meses. Ainda assim, muita gente chega ao meu novo blog por meio deste endereço aqui. Por conta disso, o número de acessos continua crescendo. E hoje este blog completa 50 mil visitas. Obrigado, caro leitor.

 

Fica aqui meu convite para que você visite a nossa “casa nova”.

 

blogdoronaldo.wordpress.com



Escrito por Ronaldo Nezo às 08h30
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De casa nova... 

 

Bem, a fim de pôr fim a minha crise pessoal sobre os blogs, estou estreando em uma nova "casa". Tô indo para o Wordpress. Espero que você goste da proposta do blog. Vou tentar reunir num único endereço o que faço aqui e também no Repiquete - mas escrevendo com menos ansiedade.

 

Caro leitor, convido você a clicar no link abaixo e colocá-lo entre os favoritos. 

 

blogdoronaldo.wordpress.com



Escrito por Ronaldo Nezo às 08h28
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Sobre o blog... 

 

Prometi posicionar-me sobre como vou lidar com os blogs... Confesso que ainda estou bastante indeciso. Durante esses dias em que estive em SP, tive a oportunidade de conversar com colegas de profissão que mantêm blogs e compartilhei com eles minhas preocupações e dilemas. Muito do que ouvi me incentivou a continuar escrevendo. Entretanto, fui convencido a não me tornar "escravo" dos blogs. Embora seja divertido e, de alguma forma, essa forma de comunicação tenha valor importante para a democratização da informação, não dá para ficar pensando o tempo todo no que escrever e em busca de novidades para publicar. Afinal, ninguém aqui vive - ou ganha - para isso.

 

Por conta disso, tenho pensado em escrever menos - no ritmo que já venho mantendo este blog. Contudo, o Repiquete - que recebia oito ou dez posts por dia - deve ficar nas mãos dos amigos colaboradores. Como eles escrevem pouco, as atualizações serão mais espaçadas.

 

Ainda sobre este blog, vou continuar fazendo algo mais pessoal - falando sobre o que penso sobre a vida, família, estudos... mas também vou voltar a escrever sobre outros temas. Na prática, quero dedicar-me mais a este espaço (e de forma despreocupada).

 

Uma dúvida que ainda tenho é se continuo postando neste provedor. O Zip Net (que é do UOL) tem poucos recursos. Entretanto, este blog já possui links em vários outros espaços e, por isso, fico dividido (devo ou não continuar aqui?) se troco de provedor. Também não gosto do visual e não há ferramentas que possibilitem uma mudança legal no layout.

 

Bem, enquanto não resolvo essas questões, vamos continuando por aqui... E se alguém quiser me ajudar a resolver esta questão, é só deixar um comentário.



Escrito por Ronaldo Nezo às 08h51
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De volta, na paz de Deus

 

Estou de volta... A viagem foi tranquila - tirando os atrasos nos aeroportos. Agora é pegar o ritmo e tocar o bonde.

 

A gente volta a se falar... Quero falar um pouco mais sobre como pretende lidar com os blogs a partir de agora.



Escrito por Ronaldo Nezo às 08h26
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Viajando...

 

Caro leitor, dou um tempo por aqui até sexta-feira. Se Deus quiser, estarei de volta no fim desta semana. Durante esses três dias, participo da reunião de afiliadas da CBN. Também vou acompanhar um pouco o trabalho realizado pelos mestres da rede CBN. Enquanto estiver fora, o CBN Maringá será apresentado pela jornalista Luciana Peña. 

 

Pra quem tem fé, fica aqui meu pedido por suas orações... 



Escrito por Ronaldo Nezo às 15h59
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Decisões

 

No post anterior, falei sobre a semana, sobre as decisões de cada pessoa, enfim, cada segunda-feira reserva a todos nós o sentimento de recomeço e traz consigo a necessidade de fazer certas coisas.

 

Bem, para mim, isto não é diferente. Começo esta nova semana apreensivo com a necessidade de viajar para São Paulo. Vou a uma reunião de afiliadas da CBN. Viajo nessa terça-feira, às 6h, no vôo da Gol. Retorno na quinta-feira, no vôo das 21h. Como não me agrada a idéia de andar de avião, tenho que lidar com meus temores pedindo sempre as bênçãos e a paz de Deus para meu coração.

 

Mas minha semana não reserva apenas essa “alteração” em minha rotina. Estou avaliando se continuo a postar sobre determinados assuntos. Desde o blog “Opinião do Ronaldo”, tenho me dedicado a analisar certas questões, a opinar sobre outras e, se isso me traz satisfações, também me causa transtornos, chateações diversas.

 

Sou jornalista e sei que certas coisas fazem parte do ônus da profissão. Entretanto, meu blog é algo pessoal e as compensações são mínimas – ou inexistentes – para me motivar a ouvir coisas que não preciso. Também não tenho interesse em me tornar uma pessoa cheia de inimizades por ser mal compreendido.

 

Talvez isso possa parecer um recuo, covardia ou sei lá o quê. Contudo, entendo que há outras possibilidades de refletir, de fazer pensar... É sobre isso que tenho pensado. Ainda não sei se vou manter o Repiquete como está quando retornar, mas certamente vou aproveitar a pausa de três dias na minha cidade natal para avaliar o que fazer.

 

Quanto a este blog, penso que ele está ganhando o perfil que planejava quando iniciei o Repiquete. Talvez mude apenas de endereço, porque o Zip Net oferece poucos recursos e não dá possibilidades de alterar o visual, incluir certos arquivos etc. Também vou pensar nisso...



Escrito por Ronaldo Nezo às 08h44
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Bom dia... boa semana!!! 

 

Como foi seu fim de semana? Agradável? Espero que sim... A semana começa com diferentes expectativas para cada pessoa. Alguns têm problemas para resolver; outros, negócios para acertar... Enfim, o que não faltam são decisões a tomar, problemas a resolver... uma vida pra viver.



Escrito por Ronaldo Nezo às 08h13
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Reflexões...  

 

Apresento um programete semanal na rádio Novo Tempo. A proposta é refletir sobre assuntos em destaque nas principais revistas em circulação no país - sempre que possível, sob a perspectiva cristã. 

 

O assunto desta semana é "o lado sombrio da competição" - tema de uma reportagem da última edição da revista Exame. Caso você queira ter acesso ao texto narrado na emissora, basta clicar aqui.  



Escrito por Ronaldo Nezo às 08h16
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A caixa de emails...  

 

Desde às 7h30 estou tentando dar um jeito na minha caixa de mensagens. Quando cheguei, tinha mais de 200 mensagens. Apaguei mais de uma centena delas e ainda tenho 173 (não, já são 178...) para ler, responder ou apagar. A cada minuto, chegam novos emails. Uma loucura.

 

Nessa doideira toda, ainda tenho que tolerar as dezenas de mensagens (quase sempre, releases) que vêm programadas com pedido de confirmação de leitura. Ninguém merece. Se é um release, uma sugestão de pauta qualquer, por que o emissor tem que pedir confirmação? Só enche o saco. Faço questão de não mandar a confirmação de leitura, mesmo que tenha lido a mensagem.



Escrito por Ronaldo Nezo às 09h43
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Onde foi parar a criatividade?

 

Enquanto caminhava de volta à CBN, ouvi uma garota de 13, 14 anos falar para uma amiga que tinha um trabalho de escola para fazer. O critério principal de avaliação seria a criatividade usada no desenvolvimento da atividade.

 

Fiquei pensando sobre o assunto: será que nossos jovens e adolescentes sabem de fato o que é a criatividade? Tenho a impressão que eles são bastante criativos para uma série de coisas, mas não consigo vê-los exercitando tal habilidade quando o assunto é a educação.

 

Nossos jovens são hábeis em driblar os esquemas de proteção dos pais, dar suas escapadas para ir às baladas etc etc, mas estão longe de aplicar toda energia criativa que possuem na elaboração do conhecimento. A busca por uma formação intelectual é colocada num plano meramente material. Ou seja, os estudos são importantes para ter um curso a mais, um diploma a mais, um canudo de um curso superior. E isso só tem importância porque proporciona a escalada financeira, uma oportunidade no mercado de trabalho.

 

Gostaria de ver nossas crianças, adolescentes e jovens sendo mais criativos para dar conta de tarefas básicas que proporcionam a conquista do conhecimento. Entretanto, não posso ter tanta esperança em ver acontecer no curto prazo; nossos educadores nem sempre reúnem condições materiais e psicológicas para estimular de fato a criatividade em nossos alunos.



Escrito por Ronaldo Nezo às 13h30
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E se o ocupado for você?  

 

Bom dia!!!

 

Li há pouco no blog de Liliane Prata sobre como é frustrante falar com pessoas ocupadas. Ela tem toda razão. O problema é quando essa pessoa ocupada é você. Na loucura do dia-a-dia, poucas vezes nos damos conta dos estragos que causamos por causa de nossa falta de tempo.

 

Todos os dias, há pessoas que nos procuram - por um motivo ou outro. Às vezes, querem coisas muito simples - um minuto apenas para conversar, para perguntar alguma coisa. Se você está ocupado demais, por mais que tente ser gentil, simpático etc certamente não vai atender quem precisa de você com a atenção que ela merece.

 

Sinceramente, não sei qual a impressão que tenho causado nas pessoas, mas tenho deixado muita gente na "lista espera". Algumas são pessoas queridas que têm um significado especial para mim; outras, nem tanto - mas que também deveriam merecer meu respeito e serem ouvidas.

 

Embora tenha falado alto demais com meus botões sobre o tema, acho que a reflexão também serve pra você. Vale pensar hoje sob a perspectiva do outro e tentar entender como é frustrante tentar conversar com alguém que está ocupado demais...



Escrito por Ronaldo Nezo às 07h00
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Há saída para tamanho impasse? - II  

 

No post abaixo falei sobre minha ligação com a família. Hoje, volto ao assunto para destacar uma preocupação que é assunto tratado esta semana em reportagem da Veja: o destino de filhos de pais separados.

 

A revista revela que tem crescido o número de divórcios. Enquanto isso acontece, a legislação que trata das separações não sofre alterações e, por isso mesmo, mesmo não existindo a previsão legal, é aceitável nos tribunais situações encontradas pelos advogados para que os filhos sofram menos. É o caso da chamada "guarda compartilhada" - aquela onde o pai e a mãe acertam os dias da semana em que ficarão com a guarda da criança.

 

Embora a Justiça tente amenizar o trauma das crianças, uma separação sempre traz problemas psicológicos para a criança. E não apenas para os mais pequenos - adolescentes e jovens também sofrem. A Veja mostra exemplos de jovens que hoje processam o pai por abandono - o pai separou da mãe e nunca mais visitou o filho.

 

Tenho dito aqui que somos seres relacionais. Nossa formação depende muito das relações que mantemos com as pessoas próximas. Mais que outras, o pai e a mãe são as pessoas mais importantes nesse processo de formação.

 

Por isso, entendo como irresponsável o casamento entre pessoas que não estão, de fato, dispostas a pagar o preço que a união exige. A paquera, namoro, noivado, enfim, o período que antece o casamento serve para que as duas pessoas se conheçam e possam perceber se há chance de sucesso numa vida em comum; após a oficialização da união, também é importante que haja um tempo para os dois - depois disso, é que devem vir os filhos.

 

Essa loucura social que temos (com o consumo de drogas, criminalidade etc) é também responsabilidade de todos que entendem que vale apenas a própria felicidade - culpa de gente que ignora as conseqüências que certas atitudes têm sobre os filhos, que não têm culpa nenhuma da escolha dos pais.



Escrito por Ronaldo Nezo às 08h57
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Há saída para tamanho impasse?  

 

Sou muito ligado a minha família. É a coisa que mais valorizo na vida. Meus filhos, minha mulher são minha força, meu desejo de viver. Meus pais e irmãos, minha segurança. Entretanto, essa loucura que é a rotina, a busca pelo sucesso profissional rouba minutos importantes da dedicação e atenção que eles merecem. Às vezes, mesmo eles estando tão próximos, parecem distantes. Não por opção, mas porque não é possível tê-los ao alcance, quando queremos. Essa é uma lógica sempre injusta: para assegurar que tenham uma vida digna, acesso a uma educação de qualidade, você se obriga a viver menos com eles - ainda que ocupado por causa deles. Há alguma saída para tamanho impasse?



Escrito por Ronaldo Nezo às 08h49
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Um breve alô...  

 

Obrigado aos leitores que têm passado por aqui. Aproveito a deixa para responder ao Júnior que questionou o que fazer para adquirir o hábito da leitura. Caro leitor, ninguém aprende a gostar de ler se não se esforçar para isso. Ler implica esforço; é um ato racional. Se depender da nossa tendência ao comodismo, vamos sempre optar por assistir um seriado na tevê, um filme, um jogo de futebol... Entretanto, quando a gente começa a descobrir coisas interessantes, a perceber na leitura o quanto ela pode proporcionar conhecimento e prazer, vamos sentindo cada vez mais satisfação ao ter um bom livro, uma revista interessante diante de nossos olhos. Leitura também é disciplina: tem que tirar um tempinho todos os dias para ler - do contrário, a gente acaba negligenciando e deixando de lado o objeto a ser lido.



Escrito por Ronaldo Nezo às 18h11
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Ler "turbina" o cérebro 

Na faculdade, trabalho com uma disciplina chamada "Fundamentos da Leitura". Em função disso, sempre discuto com meus alunos sobre a importância desse hábito. Ler é algo fantástico. Vejo a leitura como o mecanismo mais eficaz para a construção do conhecimento - e conhecimento, para mim, representa libertação. Quem muito lê sempre faz descobertas. E, diferente de algumas pessoas, não penso que é fundamental ler apenas livros.

 

Recentemente, uma pesquisa feita nos EUA e publicada na revista Seleções aponta algo interessante sobre o tema: "por meio da leitura, o cérebro é estimulado de forma mais efetiva, otimizando seu potencial". Ou seja, que lê muito usa mais o cérebro e o estimula. Segundo os estudiosos, essa seria uma ótima estratégia para, digamos, turbinar o cérebro.



Escrito por Ronaldo Nezo às 14h10
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Um pouco de futebol...

 

Gosto de futebol. Não sou daqueles torcedores fanáticos e nem perco tempo diante da televisão para assistir um jogo. Contudo, sempre dou uma olhada e acompanha resultados, classificações etc etc. Também torço pelo futebol brasileiro. Por isso, fico chateado quando vejo nossos clubes sofrendo em competições internacionais (com exceção do Corinthians, torço para que todos os outros sejam bem-sucedidos nessas disputadas).

 

Na Libertadores deste ano, por exemplo, já vislumbro uma semifinal com apenas um time brasileiro. Os resultados de ontem (América 0 X 0 Santos - Defensor 2 X 0 Grêmio) apontam que dificilmente o time gaúcho estará entre os quatros. Já o Peixe só precisa fazer o dever de casa - uma vitória simples é suficente.

 

Mas ontem também teve jogos pela Copa do Brasil. Se der a lógica, a final poderá ser disputada entre Figueirense e Fluminense. Cá com meus botões, acho a coisa mais sem graça do mundo. Primeiro, porque são dois times de pouca expressão nacional. Segundo, porque numa competição como o Brasileirão geralmente não disputariam o título.



Escrito por Ronaldo Nezo às 06h57
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Jovens: o que eles têm na cabeça? 

 

Li há pouco um artigo do colunista Ricardo Neves, da revista Época. Entre outras coisas, ele discute que o jovem não deveria perder tempo com uma faculdade se não souber exatamente o que espera dela. Concordo com Neves. De fato, muitos de nossos jovens têm a cabeça vazia, cursam uma faculdade esperando sei lá o quê. Não estão em busca de descobertas. Não estão preparados para o conhecimento. Querem apenas e tão somente que cada aula seja um espetáculo circense. Nossos estudantes estão mumificados pelo modo de vida social e pouco dispostos a romper com o estado de passividade. Muito disso, em função do que diz Neves:

 

Estamos criando jovens de cabeça antiga, que vão fazer vestibular sem amadurecimento suficiente. Só porque se convencionou que o caminho natural ao final do segundo grau é a faculdade. Ou porque o pai e a mãe vão achar bonito ter um filho doutor. Ou porque se julga que assim é mais fácil descolar um emprego.

 

É preciso rever nossos conceitos. Temos que reconhecer a importância da educação, da freqüência às aulas, mas é necessário entender que pouco vale estimular nossos jovens a se matricularem em cursos universitários se apenas estiverem atrás de um diploma. Diplomas não asseguram a formação de uma consciência crítica. Representam apenas um grau a mais de escolaridade. Hoje, nem emprego um canudo pode garantir – pode até abrir portas, mas gente vazia, sem conteúdo, não consegue se firmar no mercado de trabalho.

Escrito por Ronaldo Nezo às 14h31
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Maringá: 80 mil casos de dengue 

 

Descobri quantos casos de dengue temos em Maringá neste ano: 80 mil. Isto mesmo. Não é exagero. Segundo a Organização Mundial de Saúde, para cada caso confirmado estatisticamente, há pelo menos outros 50 não identificados. São os chamados casos sub-clínicos. Isto quer dizer que, se temos cerca de 1,6 mil confirmados, podemos multiplicar este número por 50. Viu como a gente chega fácil aos 80 mil? 

 

Segundo o biomédico Fernando Henrique Ribeiro, que já trabalhou na Fundação Nacional de Saúde, esses milhares de casos silenciosos de dengue não chegam aos consultórios porque se revelam com sintomas leves - apenas um mal-estar passageiro. O problema é que essas pessoas também foram contaminadas pelo mosquito da dengue e se tornam transmissores da doença (o mosquito pica o doente, contamina-se e transmite a dengue para outras pessoas).

 

Quer mais um problema? Caso não haja um trabalho efetivo da Secretaria de Saúde de Maringá e da população durante o inverno para eliminar os focos do mosquitos, no próximo verão a tendência é que a epidemia da doença seja ainda mais grave. Existe uma razão para isso: o vetor que coloca seus ovos agora - e que vão se transformar em mosquitos só no próximo verão - está contaminado pela doença. Ou seja, corremos o risco de acontecer um efeito multiplicador da dengue em nossa cidade.



Escrito por Ronaldo Nezo às 14h37
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Bom dia... boa semana!!! 

 

A semana está começando... Olho meus blogs e vejo que não tenho publicado muita coisa nos últimos dias. A verdade é que ando mesmo sem tempo e, confesso, sem motivação. É preciso sentir prazer em manter o blog. Gosto de escrever, fico satisfeito com o contato com os leitores, mas ultimamente a coisa não anda rolando legal. 

 

Estou tentando encontrar uma fórmula que me permita manter o blog no ar e também que não me faça escravo dele. Ando cansado de gente chata que só acessa para falar bobagens (o Edson Lima também reclamou sobre isso no blog dele); também tenho tido pouco prazer em discutir questões políticas. A política (o jeito brasileiro de fazer política) cansa e, sinceramente, tem uma lógica muito própria que ignora a população e seus anseios. Vale ser uma voz "clamando no deserto"? 

 

Em meio aos meus conflitos sobre universo particular que são os blogs, procuro encontrar o jeito certo de me expressar. Talvez o conflito maior ainda seja acertar entre aquilo que me dá satisfação e o que o leitor espera desses espaços que mantenho na internet.  



Escrito por Ronaldo Nezo às 08h59
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Ninguém liga se somos manipulados...

 

Postei abaixo uma breve reflexão sobre a epidemia de dengue. Falei que os dados estão sendo maquiados. Ninguém comentou o tema, embora o blog tenha recebido mais de 300 visitas depois do texto ter sido publicado. Por que isso acontece? Há várias respostas. Uma delas encontrei no Contraditorium - um dos blogs mais acessados do país. O autor escreveu sobre o que motiva um comentário num post. Disse inclusive que reflexões mais elaboradas geralmente pouco motivam os leitores a escrever; preferem as banalidades, assuntos amenos ou aqueles que estimulam notas ofensivas.

 

Ainda ontem conversava com alguns alunos sobre nosso comportamento. Falava sobre a importância dos livros, das reflexões teóricas, das ciências como forma de olharmos criticamente, com discernimento para o nosso fazer social. Um livrinho básico da Maria Helena Martins (O que é leitura) ajuda a pensar nisso. Ela diz que nossa capacidade de leitura racional (leitura no sentido de ler textos, atos e fatos - e interpretá-los) nos assegura a libertação. Essa passividade que temos diante da sociedade - ou a crítica rasa, superficial (do tipo "o prefeito é ruim; o presidente é safado etc) - nos faz submissos, dominados.

 

Temos sido orientados por uma minoria. Algumas pessoas interpretam o mundo para nós e quase sempre aceitamos. Quando há rejeição, é quase sempre feita de forma irracional - apenas pelo fato de gostar ou não do que nos está sendo apresentado. Não se justifica; não se entende o processo de construção social e muitos ainda acham que são donos da consciência, sujeitos do discurso que emitem.



Escrito por Ronaldo Nezo às 09h26
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A dengue

 

Boa tarde...

 

O post não é para falar de coisas boas. Apenas para refletir sobre um quadro que preocupa: o crescimento das mortes de pessoas com dengue.

 

Cá com meus botões, penso que estamos vivendo um momento complicado. Não apenas pelo aumento sem fim de casos da doença; não apenas em função das mortes. Acredito que o quadro é complexo, porque experimentamos uma realidade maquiada, onde os fatos concretos estão ocultos e o que nós sabemos, inclusive a imprensa, é apenas um recorte do real.

 

Este não é problema que ocorre em Maringá – trata-se de um quadro instalado em toda máquina da saúde pública, visando sabe lá o quê (a gente pode até suspeitar...).

 

Os casos de dengue no Paraná não são os publicados. Também é possível questionar o número de mortes provocadas pela doença. Há, inclusive, uma tentativa de dizer que quem morre com dengue já possuía algum outro problema... É incrível como estão descobrindo que pessoas jovens, como esse garoto de 13 anos de Cianorte, tinham (?) problemas de saúde que até então ninguém suspeitava.

 

Existe algo ainda pior: a rede de saúde não está sabendo lidar com o problema. Médicos da rede particular estão desorientados e muitos deles não conseguem identificar que o paciente está com dengue. É assustador.

 

Alguns podem até questionar essa minha última afirmação, mas posso chegar a ela por uma razão simples: quando procuro médicos para conceder entrevista sobre dengue, não consigo localizar ninguém habilitado no tema. Também não acho quem possa me dizer: “olha, fulano sabe te falar sobre dengue”.

 

O contexto dessa epidemia sugere muitas outras coisas. Entretanto, posso concluir que vivemos sob uma falsa realidade. Parece-me que a verdade sobre a dengue está longe de nossos ouvidos e olhos, mas muito perto de nós – já que conhecemos pessoas que estão sofrendo com a doença.



Escrito por Ronaldo Nezo às 14h18
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Boa semana!!! 

 

Sou velho "amigo" da revista Veja. Foi tema de vários estudos que realizei e, provavelmente, de outros que farei. Nesta semana, a revista não trouxe nenhuma capa sobre política ou economia. Desta vez, o assunto principal é "Darwin - como ele mudou o mundo".

 

Embora respeite quem é ateu ou admirador da teoria evolucionista de Darwin, não consigo conceber que alguém consiga acreditar nas idéias do teórico. É preciso ter muita fé para acreditar no evolucionismo de Darwin e ter ainda mais fé para aceitar o que dizem os cientistas que usam seus conceitos ou baseiam seus estudos na teoria.

 

Sou cristão. Entretanto, baseio minha crença em princípios que não estão apenas na Bíblia. As evidências - os rastros deixados pelo próprio início do universo - sustentam os ensinos sagrados. Há muito mais lógica nos ensinos criacionistas. O problema é que geralmente as bases que colocam por terra as evidências do criacionismo não são propagadas e, infelizmente, muitos cristãos sequer possuem argumentos para mostrar que há mais lógica em apontar para Deus o princípio do universo.

 

É verdade que há respostas que o criacionismo não pode dar, mas o evolucionismo também não consegue justificar boa parte de seus princípios teóricos. Pior: carece de muito mais fé para se sustentar do que a crença num universo criado.



Escrito por Ronaldo Nezo às 08h44
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A vida passa e tudo que ela traz...

 

Gosto de viver... A vida reserva coisas maravilhosas. Entretanto, o ser humano criou tantas situações para viabilizar seu modo de vida que o que era para ser simples e prazeroso, tornou-se complexo.

 

Vejamos: trabalhar é algo necessário – não é só uma questão de dinheiro. Contudo, a remuneração que boa parte dos trabalhadores recebe é tão pequena que exercer determinadas atividades é submeter-se a uma espécie de escravidão. Outros tantos, para conquistar uma renda com um pouco maior, encara uma rotina que chega a 12 ou 14 horas por dia.

 

Quais as conseqüências? Cansaço e total ausência de tempo para a família e para os amigos. Nós somos seres relacionais – ou seja, fomos feitos para interagir com outras pessoas. Quando isso não é possível, fica faltando algo. Cria-se um vazio interior, porque somos carentes do prazer que as amizades, a esposa(o) e os filhos podem proporcionar.

 

Outras coisas importantes – ter um tempo para o lazer, diversão etc – também ficam comprometidas e deixam de ser feitas.

 

Para quem está nessa roda viva, isso tudo pode parecer bobagem. Mas você já notou como a semana passa depressa? Como o mês acaba rapidinho? Já observou que nem terminamos de comemorar o reveillon e já é maio – mais exatamente, o quarto dia do quinto mês do ano?

 

A vida passa depressa. Lá na frente, não vai adiantar lamentar que a vida passou, os filhos cresceram, os amigos se foram, a saúde também e que não percebemos o que estava acontecendo a nossa volta.



Escrito por Ronaldo Nezo às 09h03
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A objetividade, a imparcialidade, o contexto

 

 

Bom dia!!!

 

Começo o dia tratando de algo que já escrevi aqui: os comentários de alguns leitores. No Repiquete, aprovei o texto de um anônimo que sugeria que sou parcial e descontextualizado, alguém que não sabe do que fala (escreve).

 

Quem pode se sentir no direito de fazer alguma crítica se sequer identifica-se? Bem, mas isso vem pouco ao caso. O que volto a destacar aqui é algo obvio: faço blog para apresentar "pílulas" do que penso ou do que supostamente penso, com o objetivo de provocar um comentário, uma reflexão mais profunda dos próprios leitores. Ou seja, o blog é diversão em forma de informação - ninguém aqui tem a presunção de achar que está informando (no sentido de formar o conhecimento). O blog (não apenas este) é parcial mesmo. Mais que isso: quem disse que existe alguém imparcial? Somos todos seres pensantes, formados e influenciados pelo meio em que estamos inseridos. Todo ato é parcial - isso se revela inclusive na escolha em tratar deste e abrir mão de falar daquele tema.

 

Patrick Charaudeau, no livro Discurso das Mídias, diz que o fundamento da comunicação midiática é a contradição. "É por isso que é uma falácia discutir [...] sobre a questão da objetividade da informação. Essa questão não procede, não por questões éticas [...]. Uma mídia (imprensa, rádio, televisão) que só satisfizesse ao rigor sóbrio e ascético do fazer saber estaria condenada a desaparecer".

 

No caso dos blogs, o sucesso dessa nova forma de comunicação está mesmo no ato de explicitar as opiniões, ser polêmico, provocante. Não estamos aqui para praticarmos essa suposta "objetividade jornalística" - que como diz Charaudeau, não existe. Também não postamos para contextualizar. O leitor que quer algo contextualizado, detalhes, os prós e contras, deve pesquisar, buscar outras fontes, ler mais sobre o tema, buscar as fontes... Ou seja, não vai ser em meia dúzia de linhas que estará expressa toda a verdade do fato - embora o autor da publicação possa até conhecer todos os aspectos envolvidos na questão.

 

PS - e quem disse que no blog devo respeitar as mesmas regras que são valorizadas na prática jornalística?



Escrito por Ronaldo Nezo às 07h02
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Feriado... e nós aqui 

 

Hoje é feriado... não pra mim. Estou acordado desde as seis. A vantagem desse clima de feriado é tirar um pouco a formalidade da rotina de um dia normal - por exemplo, deu pra vim de calça jeans, tênis e camiseta, deixar a barba sem fazer...

 

O jornal está praticamente certo e, em poucos minutos, vamos abrir o CBN Maringá 1ª Edição. Fico no ar até o meio-dia. Depois, tenho ainda algumas provas de alunos para corrigir, notas para registar, aulas para preparar e um texto científico para produzir. Coisas básicas... afinal, é 1º de maio - Dia do Trabalho.



Escrito por Ronaldo Nezo às 07h57
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