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Blog de Ronaldo Nezo


Reflexões...  

 

Apresento um programete semanal na rádio Novo Tempo. A proposta é refletir sobre assuntos em destaque nas principais revistas em circulação no país - sempre que possível, sob a perspectiva cristã. 

 

O assunto desta semana é "o lado sombrio da competição" - tema de uma reportagem da última edição da revista Exame. Caso você queira ter acesso ao texto narrado na emissora, basta clicar aqui.  



Escrito por Ronaldo Nezo às 09h16
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A caixa de emails...  

 

Desde às 7h30 estou tentando dar um jeito na minha caixa de mensagens. Quando cheguei, tinha mais de 200 mensagens. Apaguei mais de uma centena delas e ainda tenho 173 (não, já são 178...) para ler, responder ou apagar. A cada minuto, chegam novos emails. Uma loucura.

 

Nessa doideira toda, ainda tenho que tolerar as dezenas de mensagens (quase sempre, releases) que vêm programadas com pedido de confirmação de leitura. Ninguém merece. Se é um release, uma sugestão de pauta qualquer, por que o emissor tem que pedir confirmação? Só enche o saco. Faço questão de não mandar a confirmação de leitura, mesmo que tenha lido a mensagem.



Escrito por Ronaldo Nezo às 10h43
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Onde foi parar a criatividade?

 

Enquanto caminhava de volta à CBN, ouvi uma garota de 13, 14 anos falar para uma amiga que tinha um trabalho de escola para fazer. O critério principal de avaliação seria a criatividade usada no desenvolvimento da atividade.

 

Fiquei pensando sobre o assunto: será que nossos jovens e adolescentes sabem de fato o que é a criatividade? Tenho a impressão que eles são bastante criativos para uma série de coisas, mas não consigo vê-los exercitando tal habilidade quando o assunto é a educação.

 

Nossos jovens são hábeis em driblar os esquemas de proteção dos pais, dar suas escapadas para ir às baladas etc etc, mas estão longe de aplicar toda energia criativa que possuem na elaboração do conhecimento. A busca por uma formação intelectual é colocada num plano meramente material. Ou seja, os estudos são importantes para ter um curso a mais, um diploma a mais, um canudo de um curso superior. E isso só tem importância porque proporciona a escalada financeira, uma oportunidade no mercado de trabalho.

 

Gostaria de ver nossas crianças, adolescentes e jovens sendo mais criativos para dar conta de tarefas básicas que proporcionam a conquista do conhecimento. Entretanto, não posso ter tanta esperança em ver acontecer no curto prazo; nossos educadores nem sempre reúnem condições materiais e psicológicas para estimular de fato a criatividade em nossos alunos.



Escrito por Ronaldo Nezo às 14h30
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E se o ocupado for você?  

 

Bom dia!!!

 

Li há pouco no blog de Liliane Prata sobre como é frustrante falar com pessoas ocupadas. Ela tem toda razão. O problema é quando essa pessoa ocupada é você. Na loucura do dia-a-dia, poucas vezes nos damos conta dos estragos que causamos por causa de nossa falta de tempo.

 

Todos os dias, há pessoas que nos procuram - por um motivo ou outro. Às vezes, querem coisas muito simples - um minuto apenas para conversar, para perguntar alguma coisa. Se você está ocupado demais, por mais que tente ser gentil, simpático etc certamente não vai atender quem precisa de você com a atenção que ela merece.

 

Sinceramente, não sei qual a impressão que tenho causado nas pessoas, mas tenho deixado muita gente na "lista espera". Algumas são pessoas queridas que têm um significado especial para mim; outras, nem tanto - mas que também deveriam merecer meu respeito e serem ouvidas.

 

Embora tenha falado alto demais com meus botões sobre o tema, acho que a reflexão também serve pra você. Vale pensar hoje sob a perspectiva do outro e tentar entender como é frustrante tentar conversar com alguém que está ocupado demais...



Escrito por Ronaldo Nezo às 08h00
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Há saída para tamanho impasse? - II  

 

No post abaixo falei sobre minha ligação com a família. Hoje, volto ao assunto para destacar uma preocupação que é assunto tratado esta semana em reportagem da Veja: o destino de filhos de pais separados.

 

A revista revela que tem crescido o número de divórcios. Enquanto isso acontece, a legislação que trata das separações não sofre alterações e, por isso mesmo, mesmo não existindo a previsão legal, é aceitável nos tribunais situações encontradas pelos advogados para que os filhos sofram menos. É o caso da chamada "guarda compartilhada" - aquela onde o pai e a mãe acertam os dias da semana em que ficarão com a guarda da criança.

 

Embora a Justiça tente amenizar o trauma das crianças, uma separação sempre traz problemas psicológicos para a criança. E não apenas para os mais pequenos - adolescentes e jovens também sofrem. A Veja mostra exemplos de jovens que hoje processam o pai por abandono - o pai separou da mãe e nunca mais visitou o filho.

 

Tenho dito aqui que somos seres relacionais. Nossa formação depende muito das relações que mantemos com as pessoas próximas. Mais que outras, o pai e a mãe são as pessoas mais importantes nesse processo de formação.

 

Por isso, entendo como irresponsável o casamento entre pessoas que não estão, de fato, dispostas a pagar o preço que a união exige. A paquera, namoro, noivado, enfim, o período que antece o casamento serve para que as duas pessoas se conheçam e possam perceber se há chance de sucesso numa vida em comum; após a oficialização da união, também é importante que haja um tempo para os dois - depois disso, é que devem vir os filhos.

 

Essa loucura social que temos (com o consumo de drogas, criminalidade etc) é também responsabilidade de todos que entendem que vale apenas a própria felicidade - culpa de gente que ignora as conseqüências que certas atitudes têm sobre os filhos, que não têm culpa nenhuma da escolha dos pais.



Escrito por Ronaldo Nezo às 09h57
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Há saída para tamanho impasse?  

 

Sou muito ligado a minha família. É a coisa que mais valorizo na vida. Meus filhos, minha mulher são minha força, meu desejo de viver. Meus pais e irmãos, minha segurança. Entretanto, essa loucura que é a rotina, a busca pelo sucesso profissional rouba minutos importantes da dedicação e atenção que eles merecem. Às vezes, mesmo eles estando tão próximos, parecem distantes. Não por opção, mas porque não é possível tê-los ao alcance, quando queremos. Essa é uma lógica sempre injusta: para assegurar que tenham uma vida digna, acesso a uma educação de qualidade, você se obriga a viver menos com eles - ainda que ocupado por causa deles. Há alguma saída para tamanho impasse?



Escrito por Ronaldo Nezo às 09h49
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Um breve alô...  

 

Obrigado aos leitores que têm passado por aqui. Aproveito a deixa para responder ao Júnior que questionou o que fazer para adquirir o hábito da leitura. Caro leitor, ninguém aprende a gostar de ler se não se esforçar para isso. Ler implica esforço; é um ato racional. Se depender da nossa tendência ao comodismo, vamos sempre optar por assistir um seriado na tevê, um filme, um jogo de futebol... Entretanto, quando a gente começa a descobrir coisas interessantes, a perceber na leitura o quanto ela pode proporcionar conhecimento e prazer, vamos sentindo cada vez mais satisfação ao ter um bom livro, uma revista interessante diante de nossos olhos. Leitura também é disciplina: tem que tirar um tempinho todos os dias para ler - do contrário, a gente acaba negligenciando e deixando de lado o objeto a ser lido.



Escrito por Ronaldo Nezo às 19h11
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