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Blog de Ronaldo Nezo


Ler "turbina" o cérebro 

Na faculdade, trabalho com uma disciplina chamada "Fundamentos da Leitura". Em função disso, sempre discuto com meus alunos sobre a importância desse hábito. Ler é algo fantástico. Vejo a leitura como o mecanismo mais eficaz para a construção do conhecimento - e conhecimento, para mim, representa libertação. Quem muito lê sempre faz descobertas. E, diferente de algumas pessoas, não penso que é fundamental ler apenas livros.

 

Recentemente, uma pesquisa feita nos EUA e publicada na revista Seleções aponta algo interessante sobre o tema: "por meio da leitura, o cérebro é estimulado de forma mais efetiva, otimizando seu potencial". Ou seja, que lê muito usa mais o cérebro e o estimula. Segundo os estudiosos, essa seria uma ótima estratégia para, digamos, turbinar o cérebro.



Escrito por Ronaldo Nezo às 15h10
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Um pouco de futebol...

 

Gosto de futebol. Não sou daqueles torcedores fanáticos e nem perco tempo diante da televisão para assistir um jogo. Contudo, sempre dou uma olhada e acompanha resultados, classificações etc etc. Também torço pelo futebol brasileiro. Por isso, fico chateado quando vejo nossos clubes sofrendo em competições internacionais (com exceção do Corinthians, torço para que todos os outros sejam bem-sucedidos nessas disputadas).

 

Na Libertadores deste ano, por exemplo, já vislumbro uma semifinal com apenas um time brasileiro. Os resultados de ontem (América 0 X 0 Santos - Defensor 2 X 0 Grêmio) apontam que dificilmente o time gaúcho estará entre os quatros. Já o Peixe só precisa fazer o dever de casa - uma vitória simples é suficente.

 

Mas ontem também teve jogos pela Copa do Brasil. Se der a lógica, a final poderá ser disputada entre Figueirense e Fluminense. Cá com meus botões, acho a coisa mais sem graça do mundo. Primeiro, porque são dois times de pouca expressão nacional. Segundo, porque numa competição como o Brasileirão geralmente não disputariam o título.



Escrito por Ronaldo Nezo às 07h57
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Jovens: o que eles têm na cabeça? 

 

Li há pouco um artigo do colunista Ricardo Neves, da revista Época. Entre outras coisas, ele discute que o jovem não deveria perder tempo com uma faculdade se não souber exatamente o que espera dela. Concordo com Neves. De fato, muitos de nossos jovens têm a cabeça vazia, cursam uma faculdade esperando sei lá o quê. Não estão em busca de descobertas. Não estão preparados para o conhecimento. Querem apenas e tão somente que cada aula seja um espetáculo circense. Nossos estudantes estão mumificados pelo modo de vida social e pouco dispostos a romper com o estado de passividade. Muito disso, em função do que diz Neves:

 

Estamos criando jovens de cabeça antiga, que vão fazer vestibular sem amadurecimento suficiente. Só porque se convencionou que o caminho natural ao final do segundo grau é a faculdade. Ou porque o pai e a mãe vão achar bonito ter um filho doutor. Ou porque se julga que assim é mais fácil descolar um emprego.

 

É preciso rever nossos conceitos. Temos que reconhecer a importância da educação, da freqüência às aulas, mas é necessário entender que pouco vale estimular nossos jovens a se matricularem em cursos universitários se apenas estiverem atrás de um diploma. Diplomas não asseguram a formação de uma consciência crítica. Representam apenas um grau a mais de escolaridade. Hoje, nem emprego um canudo pode garantir – pode até abrir portas, mas gente vazia, sem conteúdo, não consegue se firmar no mercado de trabalho.

Escrito por Ronaldo Nezo às 15h31
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Maringá: 80 mil casos de dengue 

 

Descobri quantos casos de dengue temos em Maringá neste ano: 80 mil. Isto mesmo. Não é exagero. Segundo a Organização Mundial de Saúde, para cada caso confirmado estatisticamente, há pelo menos outros 50 não identificados. São os chamados casos sub-clínicos. Isto quer dizer que, se temos cerca de 1,6 mil confirmados, podemos multiplicar este número por 50. Viu como a gente chega fácil aos 80 mil? 

 

Segundo o biomédico Fernando Henrique Ribeiro, que já trabalhou na Fundação Nacional de Saúde, esses milhares de casos silenciosos de dengue não chegam aos consultórios porque se revelam com sintomas leves - apenas um mal-estar passageiro. O problema é que essas pessoas também foram contaminadas pelo mosquito da dengue e se tornam transmissores da doença (o mosquito pica o doente, contamina-se e transmite a dengue para outras pessoas).

 

Quer mais um problema? Caso não haja um trabalho efetivo da Secretaria de Saúde de Maringá e da população durante o inverno para eliminar os focos do mosquitos, no próximo verão a tendência é que a epidemia da doença seja ainda mais grave. Existe uma razão para isso: o vetor que coloca seus ovos agora - e que vão se transformar em mosquitos só no próximo verão - está contaminado pela doença. Ou seja, corremos o risco de acontecer um efeito multiplicador da dengue em nossa cidade.



Escrito por Ronaldo Nezo às 15h37
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Bom dia... boa semana!!! 

 

A semana está começando... Olho meus blogs e vejo que não tenho publicado muita coisa nos últimos dias. A verdade é que ando mesmo sem tempo e, confesso, sem motivação. É preciso sentir prazer em manter o blog. Gosto de escrever, fico satisfeito com o contato com os leitores, mas ultimamente a coisa não anda rolando legal. 

 

Estou tentando encontrar uma fórmula que me permita manter o blog no ar e também que não me faça escravo dele. Ando cansado de gente chata que só acessa para falar bobagens (o Edson Lima também reclamou sobre isso no blog dele); também tenho tido pouco prazer em discutir questões políticas. A política (o jeito brasileiro de fazer política) cansa e, sinceramente, tem uma lógica muito própria que ignora a população e seus anseios. Vale ser uma voz "clamando no deserto"? 

 

Em meio aos meus conflitos sobre universo particular que são os blogs, procuro encontrar o jeito certo de me expressar. Talvez o conflito maior ainda seja acertar entre aquilo que me dá satisfação e o que o leitor espera desses espaços que mantenho na internet.  



Escrito por Ronaldo Nezo às 09h59
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