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Blog de Ronaldo Nezo


Direito de opinar 

 

Este post talvez deveria estar no Repiquete, porque é motivado por algumas agressões de um anônimo deixadas naquele blog. Entretanto, como decidi que o espaço para publicar reflexões pessoais é este aqui, vou fazer algumas observações sobre o que penso.

 

Algumas pessoas me conhecem também como um cristão, ligado à Igreja Adventista. Por conta disso, utilizam argumentos bíblicos para me ofender, atacar ou até mesmo para questionar minha conduta cristã. Um anônimo chegou a dizer que me "corrompo" demais.

 

Bem, não sei bem o que ele quis dizer, mas é obvio que certos comentários magoam - principalmente, quando são nitidamente marcados pelo ódio e pela mentira. Dizer, por exemplo, que me corrompo é o tipo de coisa que, no mínimo, causa chateação. Afinal, quando se mantém uma postura ética e responsável, numa profissão onde tantas pessoas fazem uso do posto que ocupam para obter vantagens, causa desconforto alguém dizer que você se corrompe. 

 

Por outro lado, tenho a consciência tranqüila. Nem sempre é possível acertar, mas mantenho uma postura equilibrada e, mesmo que muitos não gostem de mim, ninguém pode dizer que alguma vez fiz uso do Jornalismo para obter favores ou que tive uma atitude suspeita. 

 

Quanto aos aspectos religiosos, sou cristão. Não me envergonho disso. Meus colegas de trabalho, meus alunos, parentes e amigos conhecem minha conduta e, certamente, sabem que nunca dei um único motivo para colocar em xeque minha conduta ou envergonhar minha igreja. Entretanto, o fato de ser cristão, não tira de mim a responsabilidade de ser jornalista. E como ser político, no sentido grego de ser político, tenho opinião. Tenho direito de ter opinião. Isto não quer dizer que sou dono da verdade. Posso errar, falhar e até opinar equivocadamente sobre algo que não representa exatamente aquilo que pensei e escrevi. E isso não faz de mim um melhor ou um pior cristão.

 

Quem faz uso desse tipo de argumento para defender determinados interesses - como me parece ocorrer no caso dos comentários deixados no Repiquete -, age como os fariseus no tempo de Cristo. São pessoas que fazem uso das verdades bíblicas para justificar certas condutas e atacar pessoas que não se enquadram no perfil que construíram como o ideal. São pessoas que não aceitam o contraditório e, principalmente, não admitem que entre o preto e o branco há a possibilidade inúmeros tons de cinza.



Escrito por Ronaldo Nezo às 15h43
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Cadê a polícia?

Ontem, fiquei profundamente irritado com a situação ocorrida no centro de Maringá. Conforme postei no Repiquete, por volta das 14h, houve um assalto no estacionamento do banco Itaú, uma pessoa foi ferida com tiros e o ladrão fugiu a pé, andou umas quatro quadras, pegou um moto-táxi e fugiu. Tudo isso sem o incômodo da polícia. 

 

É exatamente isso que me irrita. Como não tem um único policial na região onde há maior circulação de valores de toda cidade? A região do assalto é onde estão reunidas as principais agências bancárias de Maringá e várias lotéricas. Ou seja, tem muita gente andando por aqui com dinheiro - pouco ou muito. 

 

Meu grande questionamento é o seguinte: se onde há tanto risco de assaltos (como tem, de fato, acontecido), não há policiais; como fica o restante da cidade? 

 

Num papo com o amigo Gilson Aguiar, ele falou que o fato de ontem retrata que Maringá é o verdadeiro paraíso dos bandidos. Concordo com ele. Só no paraíso pode haver tanto espaço para um camarada cometer um assalto, dar tiros (que fazem barulho) e sair a pé, caminhando, até encontrar um moto-táxi para empreender fuga. 

 

A bandidagem está solta e com a certeza de que ninguém vai fazer nada com eles. Não tem policial e o comando da PM local não parece ter a sensibilidade necessária para reconhecer que, pelo menos no chamado horário bancário, é preciso manter alguns homens rondando a área central de Maringá. 

 

Essas situações não apenas causam medo; também acentuam a idéia de que estamos sozinhos. Não há autoridade. É lamentável.  



Escrito por Ronaldo Nezo às 08h06
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Diário de classe 

 

No post anterior, falei sobre o meu humor de segunda-feira. Para sorte - ou azar - de meus alunos, geralmente melhoro antes do início das aulas. Foi isso que aconteceu.

 

Entretanto, ontem as aulas foram diferentes. Meus alunos estão numa fase de apresentação de trabalhos. Estão resgatando algumas informações relevantes sobre as principais escolas literárias. Estava programada para essa segunda-feira a apresentação de um grupo tratando sobre a Arcádia e outro sobre o Romantismo. Este último, pediu que o prazo fosse prorrogado. Não tenho problemas em aceitar esse tipo de pedido. Obviamente, há um custo: a perda de 30% da nota.

 

Bem, sobrou a Arcádia. A galera estava preparada, mas teve problemas com alguns equipamentos - tevê, filmadora etc. Suaram, literalmente, mas conseguiram colocar tudo diante dos colegas e iniciaram a apresentação. A coisa estava indo bem... até que o pessoal descobriu que a fita VHS que trazia uma espécie de documentário sobre o assunto reunia, na verdade, as imagens brutas. A fita pronta tinha ficado na sala de edição.

 

Para diversão do pessoal, o grupo fez a festa dos colegas. Não é sempre que se tem a chance de rir tanto numa sala de aulas. O que fazer? Deixar a coisa rolar. O aprendizado ficou comprometido - vou tentar resgatar as principais características da Arcádia no nosso próximo encontro...



Escrito por Ronaldo Nezo às 11h25
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De médico e louco...

 

Como estou tentando transformar esse blog num espaço mais confidencial, posso me dar ao luxo de dizer que hoje não estou num bom dia. Toda segunda-feira parece ser um atraso de vida. Geralmente não deixo que isso afete meu rendimento no trabalho, mas meu humor fica péssimo. Como procuro tratar as pessoas com cordialidade, lidar com os sentimentos interiores (domá-los) torna-se um fardo ainda mais pesado e requer um tremendo esforço. Essa é uma das razões para evitar postar qualquer coisa no Repiquete, por exemplo. Afinal, seria um “crime” comentar sobre um tema político, por exemplo.

 

Hoje pela manhã, entrevistei um médico sobre transtorno bipolar. Diante do meu humor de segunda-feira, fiquei com a impressão que tenho certos sintomas – felizmente, não estão presentes em todos os meus dias. Do contrário, teria que receber tratamento psiquiátrico. É mole?



Escrito por Ronaldo Nezo às 16h38
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